Essa foto aí é da exposição de Picasso na Oca. Eu sei, era proibido tirar foto, mas a minha amiga desconhece PROIBIDO TIRAR FOTO. Mas o que essa foto tem a ver com o post? Jajá vai dar prá entender.
O Incompletudes (é, eu não saio desse blog heheh,é que ainda não li inteiro), mudou a imagem do cabeçalho. E Modigliani me trouxe várias lembranças… (E pouco tempo depois publicou um post sobre Picasso).
Eu, em toda minha modéstia, comparei meus rabiscos aos dele. Repare como meus traços também são alongados…(É , meus desenhos foram censurados, mas imagine um desenho semi nu alongado, melhor, imagine um desenho de Modigliani feito com carvão e sem pintura.).
Então, tem umas 4 ou 5 obras dele no MASP.
E lembrei quando fiquei louca para ir ao MASP ver Picasso. Era o último dia da exposição Guernica-Anos de Guerra e o dia do meu aniversário.
Mas o problema é que eu estava louca para ver uma exposição de PI CAS SO!
No início daquele ano, chegou uma amiga de uma amiga na classe e se juntou a turma, e ela adorava Picasso.
E eu adorva implicar com ela.
Se todas mocinhas tinham seus affairs, ela não se deixava abater pelas “melosidades” próprias da idade.
E eu implicava que ela como feminista não deveria idolatrar um mané mal educado, mulherengo e que nem sabia desenhar uma paisagem, pois seria contra seus princípios.É verdade que eu implicava por diversão, mas relamente não via nada demais em Picasso. Pode-se dizer que não sabia apreciar a arte dele, embora tenha lido uma matéria na contra-capa do caderno de domingo da folha que esclarecia um pouco o motivo do cubismo (entre 1997 e 2000 – olha só, lembraças quase em formato ABNT). Se me lembro bem, dizia que Picasso era exímio ilustrador, porém se rendeu ao cubismo pelo dinheiro.(O texto não estava escrito assim, mas resumindo era isso, ah e falava também que ele pagava seus cafezinhos com rabiscos nos guardanapos, e que um dia um rapaz falou pra ele: só isso de rabisco? e ele: eu estou pagando o café, não comprando seu estabelecimento (viu como ele era grosso)??)
Ela ficava furiosa. E sempre usava Les Demoiselles d’Avignon como seu argumento supremo:
- Parece que você está dentro da cena! É impressionante!
- Impressionante? Monet é impressionista. Viu, olha você se entregando.
- Arrrrgh!
- Viu, você que disse, impressionistas são melhores.
(Note a profundidade da discussão).
Mas como fizeram um alarde danado com Anos de Guerra, queria por que queria ir. Mas nem fui…
E o tempo foi passando, nem percebi, mas de repente eu gostava de Picasso…
Na última exposição de Picasso em São Paulo na Oca, fiquei 4 horas na fila em pleno Carnaval, deixei de ir a praia (lembrei disso procurando uma coisa e achando um bilhetinho).
Me encantei com as obras ao lado das fotografias e como ele retratava, mesmo através do cubismo a pessoa da foto ao lado.
E havia os esboços de anos de guerra, que havia sido a exposição anterior e uma das obras ilustrava Por quem os sinos dobram que eu havia lido a pouco tempo no colégio.
Pouco tempo depois que mudei de colégio, minha amiga “Picasséte” começou a namorar o irmão do meu melhor amigo de infância, (que foi quem me levou a Sala São Paulo pela primeira vez).
Pois é, people change.
Eu comecei a apreciar Picasso e ela foi a primeira de todas da sala a namorar.
[...] Lembrando de escravos (pensamentos em hiperlinks), lembrei de uma amiga da época do colégio (falarei novamente sobre ela quando publicar um post que está escrito há alguns meses – pronto pub… [...]